DE MICHEL PARA FLÁVIA
Comemoração em 30/04/2026
Esse livro existe porque dez anos não passam em silêncio. Eles passam fazendo barulho. Barulho de risadas, de discussões bobas, Opa, viajei... nunca brigamos. E sim, estamos invictos em 10 anos. também de planos, de conquistas e de momentos que ficam tão normais que a gente só percebe o valor depois.
Esse livro é um presente porque palavras também são cuidado. E porque, depois de tanto tempo juntos, eu queria deixar registrado aquilo que talvez eu não diga todos os dias, mas sinto o tempo todo: te amar foi a melhor decisão da minha vida.
Estar com a Flavinha me ensinou o que é amor. O que é amar alguém de verdade. O que é ser feliz sem esforço. O que é lutar, conquistar e crescer junto.
Esse não é um livro sobre um casal perfeito. É sobre um casal real. Que errou, acertou, riu, aprendeu e, acima de tudo, escolheu o “nós” todos os dias.

Antes da Flavinha, eu era uma pessoa comum. Sem grandes planos. Sem grandes objetivos. Eu vivia no automático. Trabalhava, resolvia problemas, seguia a vida, tentando ser gentil com todos.
O que faltava não era alguém ao meu lado. Era parceria. Alguém que pensasse em “nós”. Que compartilhasse. Que valorizasse. Que enxergasse sentido nas pequenas coisas.
Eu não sabia exatamente o que procurava. Só sabia que ainda não tinha encontrado. E, mesmo sem saber o nome disso, eu estava esperando.
A gente se conheceu na empresa Mister Car. Eu era o “Estrelinha do TI”, sempre de roupa social, ou quase isso, resolvendo tudo como se fosse missão crítica. Ela era aprendiz de Compras e ajudava no faturamento, na filial da Vila Maria.
Até que um dia eu subi aquelas escadas. Quando cheguei ao segundo andar, a primeira pessoa que eu vi foi ela. Sorridente. Me olhando.
Lembro que eu estava de camisa social — cinza? azul petróleo? Não lembro… não me xingue, por favor. Mas ela me olhou de cima a baixo, daquele jeito nada discreto, e eu sorri, vendo o sorriso bobo dela.

Com o tempo, a vida foi criando encontros. Almoços no mesmo horário. Mini refrigerantes extras. Saladas “a mais”. Chamyto. Bolinhos da Ana Maria dobrados.
E os abraços. Firmes. Calorosos. O abraço mais "Dilissa" hihihi que eu já tinha recebido até então na minha vida.
Ela dizia que abraços fortes eram a marca especial da família Oliveira.
Teve até um momento de recuo. Ouvi que ela “estava namorando”. Deadpool no cinema. Um amigo. Na hora, eu guardei tudo e segui.
Mas a própria vida fez questão de corrigir o mal-entendido. Ela mesma desmentiu. Era só um amigo. E ali, sem anúncio, a nossa história começou.

Eu ficava em uma sala isolada na Vila Maria. A porta quase sempre aberta. Em frente à minha sala, tinha uma impressora. E a Flavinha parecia um gato rodeando aquela impressora.
Sempre havia uma desculpa. Organizar documentos. Passar por ali. Conversar. Ela usava a minha mesa como pretexto; eu deixava a porta aberta como convite.
Os meninos que às vezes ficavam comigo na sala falavam: “Essa menina está rodeando demais aqui.”
Eu percebi que queria estar perto. Esperava o horário do almoço. Sincronizava horários. E ainda ganhava doces e refrigerante grátis.
Veio o medo. Inseguranças. Mas veio algo novo. Paz. Afeto. Aceitação. Nada precisou mudar. Tudo só somou. Ali, eu já sabia. Era você.
"Nosso primeiro beijo foi entre indas e vindas, você me acompanhando até a faculdade na estação Paraiso, mas devido a problemas operacionais naquele dia no metrô, eu te levando até o carrão. Foi nesse dia que eu me atrasei, pois aquele momento parou e continua todos os dias."
O amor da gente mora no cotidiano. Mora nos memes acumulados durante o dia. Um envia, o outro salva, e vice-versa. No final do dia, juntamos tudo e assistimos juntos, sentados no nosso sofá, rindo das nossas besteiras.
Tentamos ser um casal das plantas. Foi bonito. E foi um fracasso completo. Rimos e aceitamos que nosso talento não é botânica.

Nosso apartamento foi ficando com a nossa cara. Enchemos tudo de livros e games. Não parece bagunça. Parece vida. Amamos frango do Outback “HOT”, Topokki, fondue e pizzas. Claro, tomando um sojuzinho de leve.
Jogamos Minecraft juntos, fazemos super construções até que vem um maldito creeper e explode a porra toda. A gente fica puto… depois ri, e começa tudo de novo.
Temos momentos em que você está lendo enquanto eu jogo algum soulslike — jogo somente para me estressar, já aceitei isso. Você se assusta ao me ver xingando e colocando a culpa no controle do Xbox. Depois, dá um grito surtada por causa de algum trecho do livro, e eu acabo morrendo para o chefão porque me assusto com você. Eu desconto jogando Resident Evil, fazendo você dar pulos de medo — mas, ao mesmo tempo, você me resume um livro todinho, me deixando com o jogo em pause de propósito.
Jogamos até Pokémon GO na época da febre e completamos nossa Pokédex das duas primeiras gerações, indo a parques, eventos na Paulista e pulando muros por aí! Brincadeira, hihihi.
Noticias de ultimas horas: Voltamos a jogar um pouco antes dessa publicação (2026).
Além disso tudo, eu comecei a ler com você. Comecei por Harry Potter, descobrindo que sempre dá pra voltar para Hogwarts, não importa a idade. Depois mergulhei na mitologia, aprendendo sobre deuses, guerras e destinos — mas percebendo que, enquanto as páginas viravam, a nossa própria história também ia sendo escrita.
Não sabemos qual a nossa série/dorama favorito, Supernatural, Outlander, Stranger Things, Vincenzo, Bom garoto, Hometown Cha-Cha-Cha ou aquela das Tangerinas lá. Mas o certo é que o próximo sempre será o melhor com você.
E assistimos tudo com nossos filhos.... Calma, os bichos de pelucia. kkkk

Atravessamos pandemia, perdas e resultados inesperados, mas nunca em lados opostos. Ficamos juntos porque nos conectamos desde o início.
A Flavinha me ensinou que a vida pode ser leve. E ela aprendeu que Michael Kiske e o Kai Hansen são foda pra caralho. E eu aceitei que o Bang Chan tem qualidades! #TeamHan

Nesse período, fizemos várias viagens — e teve uma regra famosa quebrada: “Onde se ganha o pão, não se come a carne.” Ela ficou com o pão e com a carne ao mesmo tempo. E isso ficou certo.
Cancún é o nosso xodó, lugar onde noivamos e vivemos as melhores experiências. Teve Coca Cuela, combos triplicados no McDonald’s por falar portunhol e a descoberta da paixão por pimenta!
Noticias de ultimas horas: Voltaremos em 2026? Hmmm...

O futuro é a gente conquistando sonhos. Sim, te levo para ver o Stray Kids. E estou esperando você comprar o meu "Versace Eros", Bang Chan que indicou. Depois mostro a conversa...
E, claro, você vir no Morumbis para ver o nosso Tricolor jogar, afinal, tradição é tradição!
Que a nossa sintonia seja a mesma, que o nosso amor cresça e que tenhamos muita saude, paz e a proteção do Papai do Céu lá de cima.
Enquanto o tempo passar, eu prometo cuidar de você por aqui, e aonde quer que eu esteja.

Eu te amo mais do que o fim. E depois do fim.
Você é a minha melhor escolha.
A HISTÓRIA CONTINUA... 💙
Por Michel Andrade