🎵 #Dez Anos de Nós - Han Updraft

DE MICHEL PARA FLÁVIA

DEZ ANOS

DE NÓS

Comemoração em 30/04/2026

PREFÁCIO — POR QUE ESSE LIVRO EXISTE

Esse livro existe porque dez anos não passam em silêncio. Eles passam fazendo barulho. Barulho de risadas, de discussões bobas, Opa, viajei... nunca brigamos. E sim, estamos invictos em 10 anos. também de planos, de conquistas e de momentos que ficam tão normais que a gente só percebe o valor depois.

Esse livro é um presente porque palavras também são cuidado. E porque, depois de tanto tempo juntos, eu queria deixar registrado aquilo que talvez eu não diga todos os dias, mas sinto o tempo todo: te amar foi a melhor decisão da minha vida.

Estar com a Flavinha me ensinou o que é amor. O que é amar alguém de verdade. O que é ser feliz sem esforço. O que é lutar, conquistar e crescer junto.

Esse não é um livro sobre um casal perfeito. É sobre um casal real. Que errou, acertou, riu, aprendeu e, acima de tudo, escolheu o “nós” todos os dias.

Nossa história talvez dê pra virar um livro… hihihi. Pensando bem, já virou, ou quase isso.

CAPÍTULO 1 — ANTES DE VOCÊ

Antes da Flavinha, eu era uma pessoa comum. Sem grandes planos. Sem grandes objetivos. Eu vivia no automático. Trabalhava, resolvia problemas, seguia a vida, tentando ser gentil com todos.

O que faltava não era alguém ao meu lado. Era parceria. Alguém que pensasse em “nós”. Que compartilhasse. Que valorizasse. Que enxergasse sentido nas pequenas coisas.

Eu não sabia exatamente o que procurava. Só sabia que ainda não tinha encontrado. E, mesmo sem saber o nome disso, eu estava esperando.

Mas não imaginava que poderia encontrar em uma unidade da empresa que eu nem queria ter ido. Fui transferido contra a minha vontade, mas precisamos pagar os boletos! né? kkkkkk

CAPÍTULO 2 — O DIA EM QUE TUDO COMEÇOU

A gente se conheceu na empresa Mister Car. Eu era o “Estrelinha do TI”, sempre de roupa social, ou quase isso, resolvendo tudo como se fosse missão crítica. Ela era aprendiz de Compras e ajudava no faturamento, na filial da Vila Maria.

Até que um dia eu subi aquelas escadas. Quando cheguei ao segundo andar, a primeira pessoa que eu vi foi ela. Sorridente. Me olhando.

Lembro que eu estava de camisa social — cinza? azul petróleo? Não lembro… não me xingue, por favor. Mas ela me olhou de cima a baixo, daquele jeito nada discreto, e eu sorri, vendo o sorriso bobo dela.

Com o tempo, a vida foi criando encontros. Almoços no mesmo horário. Mini refrigerantes extras. Saladas “a mais”. Chamyto. Bolinhos da Ana Maria dobrados.

E os abraços. Firmes. Calorosos. O abraço mais "Dilissa" hihihi que eu já tinha recebido até então na minha vida.

Ela dizia que abraços fortes eram a marca especial da família Oliveira.

Será que algo estava acontecendo comigo?

Teve até um momento de recuo. Ouvi que ela “estava namorando”. Deadpool no cinema. Um amigo. Na hora, eu guardei tudo e segui.

Mas a própria vida fez questão de corrigir o mal-entendido. Ela mesma desmentiu. Era só um amigo. E ali, sem anúncio, a nossa história começou.

Eu com cara de bobo no final.

CAPÍTULO 3 — QUANDO EU PERCEBI

Eu ficava em uma sala isolada na Vila Maria. A porta quase sempre aberta. Em frente à minha sala, tinha uma impressora. E a Flavinha parecia um gato rodeando aquela impressora.

Sempre havia uma desculpa. Organizar documentos. Passar por ali. Conversar. Ela usava a minha mesa como pretexto; eu deixava a porta aberta como convite.

Os meninos que às vezes ficavam comigo na sala falavam: “Essa menina está rodeando demais aqui.”

Eu "metia o louco" e soltava: “Não percebi, não… imagina! Afinal, estávamos em uma empresa! OK?”

Eu percebi que queria estar perto. Esperava o horário do almoço. Sincronizava horários. E ainda ganhava doces e refrigerante grátis.

Veio o medo. Inseguranças. Mas veio algo novo. Paz. Afeto. Aceitação. Nada precisou mudar. Tudo só somou. Ali, eu já sabia. Era você.

O MOMENTO QUE PAROU O TEMPO

"Nosso primeiro beijo foi entre indas e vindas, você me acompanhando até a faculdade na estação Paraiso, mas devido a problemas operacionais naquele dia no metrô, eu te levando até o carrão. Foi nesse dia que eu me atrasei, pois aquele momento parou e continua todos os dias."

Não vou nem comentar que você me esperou por quase 1 hora até sair da empresa naquele dia... você me disse que estava esperando uma amiga. Depois eu pensei: ela nunca teve uma amiga que sonhasse em passar perto da empresa. OK, não vou citar essa parte, mas fomos embora juntos.

CAPÍTULO 4 — O AMOR NO DIA A DIA

O amor da gente mora no cotidiano. Mora nos memes acumulados durante o dia. Um envia, o outro salva, e vice-versa. No final do dia, juntamos tudo e assistimos juntos, sentados no nosso sofá, rindo das nossas besteiras.

Tentamos ser um casal das plantas. Foi bonito. E foi um fracasso completo. Rimos e aceitamos que nosso talento não é botânica.

Mas todas as plantas possuíam nomes. Tem a Pandora... o Cezinha Cebolinha... a Hannaa e o Jun-tae. Ah, tem a Luana — um matinho que cresceu sozinho e está gigante!

Nosso apartamento foi ficando com a nossa cara. Enchemos tudo de livros e games. Não parece bagunça. Parece vida. Amamos frango do Outback “HOT”, Topokki, fondue e pizzas. Claro, tomando um sojuzinho de leve.

Jogamos Minecraft juntos, fazemos super construções até que vem um maldito creeper e explode a porra toda. A gente fica puto… depois ri, e começa tudo de novo.

Temos momentos em que você está lendo enquanto eu jogo algum soulslike — jogo somente para me estressar, já aceitei isso. Você se assusta ao me ver xingando e colocando a culpa no controle do Xbox. Depois, dá um grito surtada por causa de algum trecho do livro, e eu acabo morrendo para o chefão porque me assusto com você. Eu desconto jogando Resident Evil, fazendo você dar pulos de medo — mas, ao mesmo tempo, você me resume um livro todinho, me deixando com o jogo em pause de propósito.

Jogamos até Pokémon GO na época da febre e completamos nossa Pokédex das duas primeiras gerações, indo a parques, eventos na Paulista e pulando muros por aí! Brincadeira, hihihi.

Noticias de ultimas horas: Voltamos a jogar um pouco antes dessa publicação (2026).

Além disso tudo, eu comecei a ler com você. Comecei por Harry Potter, descobrindo que sempre dá pra voltar para Hogwarts, não importa a idade. Depois mergulhei na mitologia, aprendendo sobre deuses, guerras e destinos — mas percebendo que, enquanto as páginas viravam, a nossa própria história também ia sendo escrita.

Entre livros, jogos e trilhas coreanas tocando pela casa, nosso apartamento virou um pedacinho do mundo, do nosso jeito.

NOSSOS MUNDOS PARTICULARES

Não sabemos qual a nossa série/dorama favorito, Supernatural, Outlander, Stranger Things, Vincenzo, Bom garoto, Hometown Cha-Cha-Cha ou aquela das Tangerinas lá. Mas o certo é que o próximo sempre será o melhor com você.

E assistimos tudo com nossos filhos.... Calma, os bichos de pelucia. kkkk

DIAS DIFÍCEIS & ENSINOS

Atravessamos pandemia, perdas e resultados inesperados, mas nunca em lados opostos. Ficamos juntos porque nos conectamos desde o início.

A Flavinha me ensinou que a vida pode ser leve. E ela aprendeu que Michael Kiske e o Kai Hansen são foda pra caralho. E eu aceitei que o Bang Chan tem qualidades! #TeamHan

CAPÍTULO 7 — DEZ ANOS DE NÓS

Nesse período, fizemos várias viagens — e teve uma regra famosa quebrada: “Onde se ganha o pão, não se come a carne.” Ela ficou com o pão e com a carne ao mesmo tempo. E isso ficou certo.

Cancún é o nosso xodó, lugar onde noivamos e vivemos as melhores experiências. Teve Coca Cuela, combos triplicados no McDonald’s por falar portunhol e a descoberta da paixão por pimenta!

E teve os golfinhos… Ahhh, os golfinhos! Danadinhos! "isso me fez lembrar que a última parcela vence na semana que vem". (Piada Interna)

Noticias de ultimas horas: Voltaremos em 2026? Hmmm...

O FUTURO QUE EU ESCOLHO

O futuro é a gente conquistando sonhos. Sim, te levo para ver o Stray Kids. E estou esperando você comprar o meu "Versace Eros", Bang Chan que indicou. Depois mostro a conversa...

E, claro, você vir no Morumbis para ver o nosso Tricolor jogar, afinal, tradição é tradição!

Que a nossa sintonia seja a mesma, que o nosso amor cresça e que tenhamos muita saude, paz e a proteção do Papai do Céu lá de cima.

Enquanto o tempo passar, eu prometo cuidar de você por aqui, e aonde quer que eu esteja.

A ESCOLHA

Eu te amo mais do que o fim. E depois do fim.

Você é a minha melhor escolha.
A HISTÓRIA CONTINUA... 💙

Agradecemos também aos nossos familiares, amigos e colegas que estiveram e estão conosco nessa jornada. Vocês também são importantes! Agradecemos também às autoras de livros que nos ensinam, em cada página, o que é amar e o que é sonhar. Eu disse autoras?

Arquivo Secreto Aqui 💙

Por Michel Andrade